sábado, 7 de março de 2009
[ MURAL DE RECADOS ]
08.04.09 Com 73 pontos, "Roberto Zucco" foi o sétimo projeto selecionado para o Edital de Ocupação do CCJ (prefeitura), com apresentações previstas para NOVEMBRO/09. PARABÉNS a todo elenco e equipe por mais esta conquista. "Nunca vão por um muro entre o Sol e a terra" (Zucco)
ATENÇÃO: quem quiser deixar opiniões e impressões sobre o espetáculo, acesse o post A MONTAGEM; AGRADECEMOS SUA PRESENÇA!
O TEXTO
Em "Roberto Zucco", Koltès parte de situações da realidade urbana para evocar o universo mítico e arquetípico. Assim, em sua passagem por uma cidade hostil e cheia de personagens desesperados, Zucco tornar-se-á uma alegoria da busca pela liberdade. Por seus crimes e atos, rompe com suas origens, com a hierarquia social e até mesmo com a própria identidade para, por fim, voltar a ser uno com o todo, "com a origem dos ventos". [/]
O AUTOR
Koltès nasceu em 1948, em Metz, na França. Filho de um pai soldado, sempre ausente, e de uma mãe autoritária, suas experiências pessoais sempre ecoaram na sua dramaturgia. Das dez peças que escreveu, as de maior renome são: "A noite antes da floresta" (La nuit juste avant les forêts, 1976), "Sallinger" (1977) e "Na solidão dos campos de algodão" (Dans la solitude des champs de coton, 1986). "Roberto Zucco" foi sua última peça e só foi encenada postumamente, em 1990. Koltès morreu em 1989, de AIDS, em Paris.
Temas universais - como solidão, rejeição, preconceito e revolta - sempre dentro de um contexto contemporâneo, são o ponto comum em suas peças. Sua linguagem é extremamente particular, impactante, por vezes absurda e poética, mas sem nunca perder a ponte entre o espectador e o espetáculo.
Apesar de sua dramaturgia ser pouco encenada no Brasil, Koltès já foi traduzido em mais de 30 línguas e encenado em 50 países. [/]
Temas universais - como solidão, rejeição, preconceito e revolta - sempre dentro de um contexto contemporâneo, são o ponto comum em suas peças. Sua linguagem é extremamente particular, impactante, por vezes absurda e poética, mas sem nunca perder a ponte entre o espectador e o espetáculo.
Apesar de sua dramaturgia ser pouco encenada no Brasil, Koltès já foi traduzido em mais de 30 línguas e encenado em 50 países. [/]
A MONTAGEM
Todos atores são formados pelo INDAC, onde se iniciou a troca de idéias e experiências que resultou na montagem de Zucco, sob direção de Helio Cicero.
Dada a quantidade de referências e possibilidades de interpretações que Koltès oferece, a peça foi estudada e dissecada por meses antes de começarem os ensaios. Pela proposta inicial, ela seria encenada com uma platéia itinerante para abrigar os diversos espaços, altamente simbólicos, imaginados por Koltès.
Durante o processo, porém, a peça naturalmente adquiriu um tom mais intimista, resultando na opção de mantê-la em um único espaço, próximo à platéia. O cenário agrega inventividade, optando por poucos acessórios que adquirem funções múltiplas no enredo e dão suporte aos atores que se desdobram para atender a mais de vinte personagens no palco. [/]
Dada a quantidade de referências e possibilidades de interpretações que Koltès oferece, a peça foi estudada e dissecada por meses antes de começarem os ensaios. Pela proposta inicial, ela seria encenada com uma platéia itinerante para abrigar os diversos espaços, altamente simbólicos, imaginados por Koltès.
Durante o processo, porém, a peça naturalmente adquiriu um tom mais intimista, resultando na opção de mantê-la em um único espaço, próximo à platéia. O cenário agrega inventividade, optando por poucos acessórios que adquirem funções múltiplas no enredo e dão suporte aos atores que se desdobram para atender a mais de vinte personagens no palco. [/]
O DIRETOR
"A loucura em nosso cotidiano. Um mundo moderno que fomenta obsessões e compulsões. O que a arte tem a dizer? Nos fizemos esta pergunta como grupo e Roberto Zucco veio ao encontro, com a poética de grande força transformadora. Serviu de caminho para nos envolvermos e nos remetermos aos mitos: Ícaro, Minotauro, Sanção, Édipo. O estudo implicou um mergulho e uma abertura dos atores, elemento central do teatro. O ator, despojado de piroctenias externas, com seu corpo, sua presença e seu espírito, dando seu testemunho. Sai fortalecido o encontro humano do ator com o público e do público com o teatro, este refletindo e respondendo aos dramas atuais com símbolos transformadores, que reencontramos e reconhecemos, mesmo no turbilhão de hoje, porque estão, estiveram e estarão sempre em nós."
[ Helio Cicero ]
[ Helio Cicero ]
[ CURIOSIDADES ]
1981 | Roberto Succo (personagem real que inspirou a peça), 18 anos, filho de imigrantes italianos, é preso após assassinar violentamente os pais. Condenado a dez anos em uma prisão psiquiátrica, Succo escapa após cumprir apenas metade de sua pena. Trocando muitas vezes de identidade, ele embarca em uma trajetória de crimes terríveis, passando a ser considerado "inimigo público número um" em alguns países europeus. Em fevereiro de 1988, Succo é novamente capturado e, em maio do mesmo ano, suicida-se em sua cela. [/]
1984 | O influente dramaturgo francês Bernard-Marie Koltès vê o rosto de Succo em um cartaz de "PROCURADO". Seu fascínio pela história fornece-lhe a inspiração necessária para escrever a peça. [/]
1984 | O influente dramaturgo francês Bernard-Marie Koltès vê o rosto de Succo em um cartaz de "PROCURADO". Seu fascínio pela história fornece-lhe a inspiração necessária para escrever a peça. [/]
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